
A largada manteve Ryan Briscoe na frente só por uma volta, porque James Hinchcliffe, segundo no grid, tomou do rival da Penske a liderança. Mas como a aerodinâmica dos carros novos é fortíssima na formação do vácuo, a troca foi refeita na segunda passagem e então desfeita, e refeita novamente. Mais atrás, Tony Kanaan escalava o pelotão rapidamente e já era quinto na volta cinco, trazendo Helio Castroneves na sequência. Mais atrás, as Lotus com dez giros, Simona de Silvestro e o ex-piloto da F-1 Jean Alesi já tomavam 30 segundos dos ponteiros. Não à toa, a direção de prova aplicou-lhes a prevista bandeira preta por extrema lentidão pela falta de potência dos motores coproduzidos pela Judd.
A primeira bandeira amarela veio na volta 14, também em situação não tão difícil de prever com o novato Bryan Clauson, que havia batido nos treinos, rodou na curva dois e deu um leve toque no muro, suficiente para sair da corrida. Os demais 30 pilotos aproveitaram para ir aos pits, onde Dario Franchitti teve um problema, rodando depois de deixar sua posição nos boxes. Hinchcliffe, que vinha em terceiro em pista, voltou a ponta. Mas o canadense da equipe Andretti perdeu tempo na relargada, que foi confusa, e acabou perdendo posições, e foi superado por Briscoe e Marco Andretti. O filho de Michael passou ao comando da prova a tira-colo.
Enquanto isso, Oriol Servià foi para os boxes para trocar um pneu furado por ter acertado uma garrafa de cerveja. Com um ritmo de corrida, Marco foi abrindo uma diferença para os rivais que chegou a quatro segundos até a segunda rodada de boxes. Scott Dixon e Takuma Sato iniciaram uma aproximação sobre Briscoe e Hinchcliffe. E seguiu até a volta 80, quando Mike Conway perdeu o controle na curva um e bateu. Will Power, que o seguia, não conseguiu desviar e atingiu o carro da Foyt, que subiu a 90º raspando o muro na região da cabeça do piloto. Uma roda solta do carro de Power por pouco atingiu seu companheiro Castroneves.
O líder do campeonato abandonou a corrida. O mesmo ocorreu com o inglês. Com isso, Andretti aparecia à frente das duas Ganassi de Dixon e Franchitti. A bandeira verde voltou à cena na volta 88, mas durou pouco com Bia Figueiredo rodando e deu um toque de leve com a traseira do carro também na curva um. A piloto da Andretti foi empurrada e voltou à prova, As estratégias começaram a se diferenciar. As Ganassi não foram aos boxes e o resto, sim. Lá pela volta 120 é que a dupla Dixon/Franchitti teve de ir aos pits, permitindo que Barrichello tivesse o gosto doce de liderar, por uma volta, a Indy 500. Quando as coisas se assentaram na pista, o impressionante Sato surgiu em primeiro e seguiu comandando as ações quando uma nova amarela voltou a aparecer por Sebastian Saavedra parou na curva dois, por falta de combustível.
Franchitti pulou para primeiro logo a corrida retomou seu ritmo, na volta 153, trazendo consigo o companheiro Dixon. Scott comboiou até a 160, volta em que passou Dario, e os dois iniciaram um revezamento de posições. Sato, a pedido da equipe Rahal Letterman, só ficava à espreita, logo à frente de Justin Wilson e Hinchcliffe. Então veio mais uma bandeira amarela, com o carro de Josef Newgarden parado na grama da reta oposta. Na relargada, Franchitti passou Dixon, Scott devolveu na volta seguinte, Kanaan e Ed Carpenter se aproximaram do bolo principal, Wilson e Sato permaneciam lá, e as 500 milhas começaram com fortes duelos. Carpenter progredia muito em sexto, quinto, quarto, terceiro posições até rodar.
Daí na volta 184, Kanaan, quarto, deu um salto à liderança que fez a plateia de 200 mil pessoas vibrar. Franchitti deu o troco na 185 e parecia abrir uma distância confortável, mas Tony voltou à ponta na 187, e aí Andretti fez o favor de escapar na curva 3, bater e provocar mais uma paralisação por amarela. Faltando seis voltas para o final, os dois carros da Ganassi aproveitaram o vácuo e deixaram Tony para trás. Franchitti e Dixon passaram a ser os favoritos à vitória. Só que Sato também superou o brasileiro e foi para disputa. E foi o piloto japonês quem definiu a corrida a favor do escocês na corrida.
Porque Sato foi para segundo na volta 198 e na abertura da passagem seguinte ele enfiou o carro por dentro para tentar superar Franchitti num espaço mínimo deixado pelo escocês. Aí Sato rodou e bateu e acabou com a expectativa de um ex-piloto da F-1 ganhar a Indy 500. Dixon fechou a dobradinha da equipe mais vencedora da Indy nos últimos tempos. Atrás de Kanaan terminou Oriol Servià, da Panther, que andou a corrida toda no pelotão intermediário. A quinta posição coube ao pole Briscoe. E Dario Franchitti vai escrevendo seu nome como um dos grandes vencedores da Indy em todos os tempos.
Fonte- Site Grande Prêmio